REVISÃO DE GEOGRAFIA – 6º ANO – 3º BIMESTRE
1. Solo, encostas e deslizamentos
O solo é um elemento fundamental das paisagens e sofre alterações tanto por processos naturais quanto pela ação humana. Em áreas de encosta, fatores como a declividade do terreno, a quantidade de água presente no solo, a retirada da vegetação e as construções podem interferir na estabilidade do terreno. Durante períodos de chuvas intensas, a água pode penetrar no solo, aumentando seu peso e favorecendo movimentos de massa.
Nas cidades, a ocupação inadequada das encostas aumenta os riscos para a população. Por isso, medidas de planejamento urbano, conservação da vegetação, drenagem e manutenção dos sistemas responsáveis pelo escoamento das águas das chuvas são importantes para reduzir os riscos de deslizamentos.

2. Água potável e sua disponibilidade
Embora nosso planeta possua grande quantidade de água, apenas uma parcela pode ser utilizada diretamente para o abastecimento humano. Por isso, a disponibilidade de água potável é uma questão ambiental muito importante.
Diversas ações humanas podem alterar a quantidade e a qualidade da água disponível. Entre os processos que precisam ser estudados estão o desmatamento, as queimadas, o crescimento das cidades, a impermeabilização dos solos, o aumento do consumo e o desperdício.
Também é importante lembrar que a água doce não está distribuída igualmente pelo planeta. Algumas regiões possuem grande disponibilidade hídrica, enquanto outras enfrentam períodos de escassez.

3. Formação e composição do solo
O solo se forma lentamente a partir da transformação das rochas. Ao longo do tempo, fatores como mudanças de temperatura, água, vento e atuação dos seres vivos contribuem para fragmentar e modificar as rochas.
Entretanto, o solo não é composto apenas de material mineral. Ele também possui água, ar e matéria orgânica. Essa parte orgânica está relacionada à decomposição de seres vivos e é importante para a fertilidade do solo e para o desenvolvimento das plantas.
Podemos representar de maneira simplificada:
ROCHAS + TEMPO + CLIMA + SERES VIVOS → FORMAÇÃO DO SOLO

4. Massas de ar que atuam no Brasil
O clima brasileiro recebe influência de diferentes massas de ar. Elas são grandes porções da atmosfera que apresentam características de temperatura e umidade relacionadas às regiões onde se formam.
As cinco massas estudadas no território brasileiro são:
mEc – Massa Equatorial Continental
mEa – Massa Equatorial Atlântica
mTa – Massa Tropical Atlântica
mTc – Massa Tropical Continental
mPa – Massa Polar Atlântica
É importante estudar onde cada massa se origina, se é quente ou fria, se apresenta maior ou menor umidade e por quais áreas do território brasileiro costuma avançar.

5. Biodiversidade e áreas ameaçadas
O Brasil apresenta uma das maiores biodiversidades do planeta. Entretanto, possuir grande quantidade de espécies não significa que elas estejam protegidas.
Algumas regiões apresentam ao mesmo tempo elevada biodiversidade e forte degradação ambiental. Essas áreas recebem atenção especial dos pesquisadores e das políticas de conservação.
A destruição dos habitats, o desmatamento, as queimadas, a expansão das atividades econômicas e outras ações humanas podem ameaçar espécies animais e vegetais.

6. Paisagens vegetais do Brasil
O território brasileiro apresenta diferentes formações vegetais, relacionadas principalmente às condições de clima, relevo, solo e disponibilidade de água.
Floresta Amazônica
Está relacionada ao clima equatorial, quente e úmido. Apresenta vegetação densa e grande biodiversidade.
Mata Atlântica
É uma formação de elevada biodiversidade que sofreu intensa transformação e devastação durante o processo histórico de ocupação do território brasileiro.
Mata dos Pinhais
Está associada principalmente à Região Sul e possui forte presença da araucária.
Mata dos Cocais
É uma formação vegetal de transição. Entre suas espécies características aparecem palmeiras como o babaçu e a carnaúba.
Cerrado
Apresenta características semelhantes às formações de savana, com presença de gramíneas, arbustos e árvores. As plantas apresentam diferentes adaptações às condições ambientais.
Caatinga
Está associada ao clima semiárido. Sua vegetação apresenta adaptações aos períodos de escassez de água, como folhas reduzidas e presença de espinhos em determinadas espécies.
Pantanal
É marcado pela presença de áreas que passam por inundações periódicas, fenômeno que influencia a vegetação e a fauna.
Manguezais
Ocorrem principalmente em áreas litorâneas e estão associados ao encontro das águas dos rios com as águas do mar. São ambientes importantes para diversas espécies.

7. Formações vegetais do mundo
Além da vegetação brasileira, é necessário reconhecer algumas das principais formações vegetais mundiais.
Tundra
Vegetação adaptada a condições de frio intenso, com plantas de pequeno porte.
Floresta Boreal
Relacionada às baixas temperaturas e aos invernos prolongados. Destaca-se pela presença de coníferas.
Floresta Temperada
Ocorre em áreas de clima temperado. Algumas árvores apresentam mudanças relacionadas às estações do ano, inclusive perda das folhas em determinados períodos.
Floresta Tropical
Relacionada a condições de elevada temperatura e umidade, apresentando vegetação densa e grande biodiversidade.
Savana
Apresenta principalmente gramíneas, arbustos e árvores mais espaçadas e está relacionada a áreas com alternância entre períodos mais chuvosos e mais secos.
8. Águas subterrâneas e aquíferos
Nem toda a água doce está visível em rios e lagos. Uma parcela importante encontra-se armazenada no subsolo.
Um aquífero é uma formação geológica capaz de armazenar e transmitir água subterrânea. Essas reservas podem ser utilizadas para o abastecimento da população e para diferentes atividades econômicas.
Destaca-se dois importantes sistemas presentes no território brasileiro:
Aquífero Guarani
Sistema Aquífero Grande Amazônia – SAGA

9. Ciclo da água
A água circula continuamente pela natureza através do ciclo hidrológico.
Entre os processos que fazem parte desse ciclo estão:
Evaporação – passagem da água líquida para o estado gasoso.
Condensação – transformação do vapor de água, contribuindo para a formação das nuvens.
Precipitação – retorno da água da atmosfera para a superfície.
Infiltração – entrada da água no solo.
Escoamento superficial – deslocamento da água pela superfície.
10. Impermeabilização do solo urbano
Nas cidades, grandes áreas são cobertas por asfalto, concreto, calçadas e construções. Isso provoca a chamada impermeabilização do solo.
Quando o solo natural está disponível, parte da água das chuvas consegue infiltrar-se. Quando a superfície está impermeabilizada, essa infiltração é alterada e uma quantidade maior de água pode circular pela superfície.
Por isso, é importante compreender a relação:
URBANIZAÇÃO → IMPERMEABILIZAÇÃO → ALTERAÇÃO DA INFILTRAÇÃO → ALTERAÇÃO DO ESCOAMENTO DA ÁGUA

11. Erosão e voçorocas
A erosão é o processo de desgaste e transporte de partículas do solo. Ela pode ocorrer naturalmente, mas determinadas ações humanas podem acelerar bastante esse processo.
A retirada da cobertura vegetal deixa o solo mais exposto à ação da água das chuvas. Dependendo das condições do terreno e da intensidade do processo erosivo, podem surgir grandes cortes e sulcos no solo.
Uma forma avançada de erosão é conhecida como voçoroca.
A fotografia da última página da prova apresenta uma grande área profundamente erodida, permitindo perceber a quantidade de solo que pode ser perdida quando o processo se intensifica.
A formação de voçorocas pode estar relacionada à combinação entre escoamento concentrado da água, ausência ou redução da cobertura vegetal e uso inadequado do solo.
12. A importância do solo para a vida
O solo funciona como um verdadeiro alicerce da vida terrestre.
É nele que muitas plantas fixam suas raízes e obtêm água e nutrientes. As plantas, por sua vez, fazem parte das cadeias alimentares e ajudam a sustentar diferentes formas de vida.
Além disso, o solo participa da circulação da água, serve de habitat para diversos organismos e é utilizado pelos seres humanos em atividades como agricultura e construção.
Por isso, sua degradação pode produzir consequências ambientais, econômicas e sociais.
RESUMO PARA ESTUDAR

Antes da prova, procure saber explicar com suas próprias palavras:
SOLO: formação, matéria orgânica e importância para os seres vivos.
EROSÃO: desgaste do solo, retirada da vegetação e formação de voçorocas.
ENCOSTAS: ocupação urbana, chuvas, drenagem e risco de deslizamentos.
ÁGUA POTÁVEL: disponibilidade, consumo, desperdício e impactos das ações humanas.
MASSAS DE AR: principais massas que atuam no Brasil e localização no mapa.
BIODIVERSIDADE: áreas de grande diversidade biológica ameaçadas pela degradação.
VEGETAÇÃO BRASILEIRA: Amazônia, Mata Atlântica, Mata dos Pinhais, Mata dos Cocais, Cerrado, Caatinga, Pantanal e manguezais.
VEGETAÇÃO MUNDIAL: tundra, floresta boreal, floresta temperada, floresta tropical e savana.
AQUÍFEROS: água subterrânea e os grandes sistemas destacados na prova.
CICLO DA ÁGUA: evaporação, condensação, precipitação, infiltração e escoamento.
CIDADES: impermeabilização do solo e alterações na circulação da água.
Relações importantes
Retirada da vegetação → solo desprotegido → maior ação da água → erosão
Urbanização → impermeabilização do solo → menor infiltração → maior escoamento superficial
Clima + solo + água → características da vegetação
Vegetação → proteção do solo → redução da erosão
Solo → água + nutrientes → desenvolvimento das plantas
Ações humanas → alteração das paisagens → possíveis impactos ambientais
6º Ano - Solos, clima e Hidrografia
6º Ano • 3º Bimestre
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